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Hospital filantrópico de Matelândia enfrenta uma severa crise financeira

O assunto foi tratado na Câmara de Vereadores que quer saber detalhes sobre os investimentos mensais do Município.

19/06/2021 08h44 Atualizada há 1 mês
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Por: Carlos Zaffari
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Da sucursal

Matelândia – O caso que envolve a severa crise financeira enfrentada pelo Hospital e Maternidade Padre Tezza, de Matelândia, foi parar na Câmara de vereadores do Município. Na sessão legislativa da segunda-feira (14) o colegiado aprovou o requerimento 14/2021, que foi encaminhado ao prefeito, Maximino Pietrobon. O Legislativo pede que a Prefeitura informe o nome das pessoas que fazem parte da comissão de acompanhamento e avaliação dos repasses financeiros feitos ao Hospital.

O Hospital Padre Tezza é uma entidade filantrópica que pertence a Associação Filhos de São Camilo e vem passando por uma severa crise financeira, chegando a lançar campanhas de arrecadação junto à comunidade. O presidente do Legislativo, Celso Gregório (Bedeko), usou a palavra para dizer que a população tem cobrado explicações sobre os aportes financeiros.

Bedeko entende que uma explicação detalhada desse convênio dará mais credibilidade para as campanhas que pedem doações financeiras para ajudar a manutenção do Hospital. “Quando tivermos em mãos os detalhes desses gastos feitos no Hospital ficará mais fácil de convencer a população a entregar doações”, comentou o presidente.

A secretária do Legislativo, Marenilce Mezzomo procurou informações sobre o assunto e apoiou o requerimento. Ela acha importante um posicionamento dessa comissão para consolidar a harmonia entre a entidade e a população em geral. “Isso vai melhorar o que já fizemos até agora e dará um esclarecimento sobre os investimentos do Município junto ao Hospital” comentou a vereadora durante a sessão de segunda-feira.

O Hospital Padre Tezza vem apresentando um trabalho intenso no enfrentamento do coronavírus. A entidade possui 10 leitos de enfermaria credenciados junto ao SUS. Nesses últimos dias ele vem trabalhando sempre acima de 70% de ocupação. A delicada situação financeira veio ao conhecimento do público à cerca de um mês, através de uma campanha de arrecadação junto à comunidade. 

Mas, para os olhos da população a situação precisa de explicações. E são justamente estas explicações que foram discutidas no Legislativo. No começo de junho a vice-prefeita, Rozani Pozzobon, disse que o Município repassa mensalmente R$ 232.223,69 para o hospital. Esse dinheiro faz parte de um convênio que prevê atendimento médico e hospitalar para a população da cidade. A vice-prefeita, contou que agora, por causa da pandemia, também está sendo feito um aporte adicional de R$ 22 mil por mês.

Rozani disse que quando o hospital realiza cirurgias, o Município repassa outros R$ 30 mil, porém, com a pandemia o hospital deixou, temporariamente, de fazer esse tipo de serviço. A direção do Padre Tezza informou que os custos operacionais do hospital subiram de forma exponencial e os insumos passaram por vários reajustes de preços. Um dos exemplos é o uso do oxigênio que vem apresentando sucessivas altas de preços.

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